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Quem produz ou lida com itens perecíveis sabe que controlar bem o shelf life, ou seja, o tempo de exposição na prateleira, é vital para o negócio.

Principalmente quando estamos falando de alimentos, o monitoramento das datas de vencimento dos produtos assume um caráter estratégico.

Qualquer falha pode levar a grandes perdas, ruptura e – claro – prejuízo financeiro. Isso sem contar que ter um produto vencido em exposição passa ao consumidor e impressão de descuido e pode prejudicar a imagem da marca.

Controlar o shelf life não é uma tarefa simples, nem para empresas que produzem apenas um item. Isso porque a data de vida de um produto impacta diretamente na maneira como ele vai ser transportado, armazenado e exposto no PDV.

São muitos processos e muita gente, de várias empresas, envolvida tendo que respeitar prazos e regras à risca.

Shelf life é importante no seu negócio? Então saiba como fazer o controle e aproveitar ao máximo o potencial de venda dos produtos.

Revisando o caminho do produto

De uma forma geral, quando falamos da maioria dos bens de consumo, podemos traçar uma trajetória com 4 pontos principais, em ordem: produção, armazenamento, exposição e consumo.

Entre cada uma destas etapas temos dois fatores que são a manipulação e o transporte e que nem sempre vêm juntos. Para visualizarmos melhor:

  1. Produção

(manipulação e transporte até o distribuidor)

  1. Armazenamento

(manipulação e transporte até o varejista)

  1. Exposição

(manipulação pelo varejista e pelo consumidor)

  1. Consumo

Uma fábrica de doces, por exemplo, que venda seus produtos em uma região através de dois distribuidores que abastecem o varejo, vai ter seus produtos passando pelas mãos de várias pessoas.

Primeiro vai ser carregado para ser levado aos distribuidores, lá, será descarregado e armazenado. Quando for vendido, será carregado novamente para ir até o varejista. Chegando lá, será descarregado e exposto no ponto de venda (dependendo do espaço, parte da carga ainda pode ficar guardada no estoque e ser exposta aos poucos).

São muitas etapas, não é? No caso do exemplo, doces costumam ter data de vencimento que acontecem meses depois da fabricação, então o produto pode percorrer seu caminho dentro de um prazo razoável. Mas e se estivéssemos falando de creme de leite fresco ou alimentos in natura?

Cabe ao fabricante, que dentro da legislação estabelece a data de vencimento do seu produto, informar os outros membros da cadeia de suprimentos (distribuidores, atacadistas, varejistas) sobre os prazos que devem seguir para que o produto chegue ao PDV em condições de ser consumido.

Negociando, expondo e cuidando dos produtos

Informar é fundamental, mas não pode ser a única comunicação entre o fabricante e seus parceiros. Muitas vezes é preciso negociar, principalmente em segmentos muito concorridos, a exposição dos produtos e a reposição.

Existem lojas nas quais a entrada de mercadorias acontece em apenas um dia na semana. Se a data de validade do produto expirar antes deste dia, ele pode ficar exposto vencido ou ser retirado da prateleira, causando ruptura ou perdendo espaço para a concorrência.

Neste caso a gestão de produtos deve ser constante. Além do controle sobre o vencimento, é necessário registrar a quantidade de saída do item e monitorar as perdas.

A exposição correta dos produtos também é fundamental. Já ouviu falar de FEFO, sigla em inglês para first expire, first out, que significa “vence primeiro, sai primeiro”? Ela é muito usada no meio logístico para controle de estoque.

Basicamente, é uma regra que prega que os produtos com prazos de validade menor devem ser expostos antes dos demais. Aplicando esta lógica na gôndola, devem também ser os que ficam na frente para que o consumidor os pegue primeiro. Resumindo tudo:

“Shelf life requer atenção total, da hora da produção até o momento da compra pelo cliente, passando pelo transporte e a exposição”.

Aproveitando cada produto até o limite

Recentemente, a rede de supermercados britânica Tesco anunciou que vai trocar as etiquetas dos alimentos, substituindo a frase “Melhor se consumido até (a data)” por “Use até (a data)”.

De acordo com a direção da rede, as expressões possuem sentidos diferentes que nem sempre eram percebidos pelos consumidores. “Melhor se consumido até” significa que um alimento ainda é bom e pode vir a perder alguma qualidade a partir da data da embalagem. “Use até” (que no Brasil é o “Válido até”) significa que a partir da data da embalagem o consumo traz riscos. Ou seja, o produto não deve ser consumido.

Ao fazer a substituição, a Tesco espera que alimentos ainda bons para o consumo que estavam sendo jogados fora não sejam desperdiçados. É uma decisão politicamente correta que gera menos desperdício, menos lixo e ainda traz mais receita.

No Brasil, lojas da rede Pão de Açúcar criam gôndolas com produtos com datas de vencimento próximas e os vendem por preços mais baixos. Até os importados entram nesta dinâmica.

Ambos os casos mostram uma observação muito atenta da importância do shelf life para o negócio, concorda?

Ajudando a equipe a controlar o shelf life

Embora não seja uma tarefa simples, controlar o shelf life hoje em dia é mais fácil pelo auxílio da tecnologia.

A Trade Marketing Force, por exemplo, tem o shelf life entre as suas funcionalidades no aplicativo. Com ele promotores, repositores e funcionários das lojas que lidam diretamente com os produtos podem coletar as informações, checar datas e manter um controle diário dos itens.

Além disso podem compartilhar essa informação com rapidez para todo o time. Os riscos de ruptura diminuem e as chances de expor produtos vencidos também.

Se controlar o shelf life é importante para sua empresa, vale a pena conhecer e testar a ferramenta. Aproveite e conheça a plataforma de gestão, ela oferece soluções para todas as atividades do Trade.

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Até a próxima!

Sobre o autor
Tarcísio Bannwart
Tarcísio Bannwart
Diretor executivo - CEO
Criador do Trade Marketing Force, o portal de gestão mais completo do mercado

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