Não é preciso ir muito longe para perceber como a tecnologia tem mudado as formas de consumo e – com isso – a maneira como as empresas têm se movimentado para acompanhar essas mudanças.

Nem vamos falar de sites e aplicativos de e-commerce, que já são cada vez mais básicos para quem vende qualquer coisa. Pense nas telas interativas que algumas lojas já possuem, serviços que identificam os hábitos de compra do shopper e criam ofertas personalizadas, demonstrações de produtos feitas com realidade virtual ou ainda, rótulos e comunicações com realidade aumentada.

São exemplos reais, que há alguns anos pareceriam ficção, não é? Hoje, eles mostram como o digital faz parte da vida do consumidor e muda sua relação com o produto e, principalmente, com o ponto de venda.

O Trade Marketing Digital nasce com o olhar para este mundo sem barreiras que vemos crescer a cada dia.

Qual a diferença do Trade Marketing Digital para o tradicional?

Podemos entender o Trade Marketing, de forma simplificada, como já escrevi neste blog como:

“O departamento que entende a estratégia do marketing e as demandas do comercial e faz a ponte com distribuidores e varejo para melhorar o desempenho de vendas no PDV”.

Sua atuação é ampla, dentro e fora da empresa, mas, em resumo, todo seu foco está em, no final das contas, melhorar o desempenho de vendas no ponto de venda de modo que todos saiam ganhando: produtores, distribuidores, varejistas e shoppers.

Antes do surgimento da internet era apenas isso. O mundo físico de lojas com prateleiras e pontos de exposição limitados pelo espaço.

O Trade Marketing Digital olha para mundo virtual que surgiu nas últimas décadas e para o qual as empresas migraram (e continuam migrando) porque é lá que o consumidor está. Em alguns segmentos, mais do que no mundo físico.

Hoje, é possível criar uma loja competitiva e vender para o mundo todo atuando apenas na internet.

Se por um lado deixam de existir questões relacionadas à execução no PDV, por exemplo, por outro, o relacionamento entre parceiros

de distribuição e a necessidade de entendimento dos hábitos de compra do shopper permanecem os mesmos.

Ou seja, o Trade Marketing Digital é o velho e bom Trade integrado ao universo da tecnologia e das novas facilidades trazidas por ela.

Quando colocar o Trade Marketing Digital em prática?

Pense que estamos vivendo em constante transformação. O Trade Marketing tradicional não nasceu do nada, por que alguém quis, mas sim porque havia uma necessidade do momento.

Havia uma questão a ser resolvida entre produtores e varejistas e um cliente mais exigente na ponta. O mercado precisava encontrar formas de resolver os problemas e continuar vendendo.

Hoje o avanço do digital não pode ser visto como uma moda ou como algo opcional. Quem pensa dessa maneira está perdendo um tempo precioso para a concorrência que já entendeu que precisa atender o seu cliente onde ele está e como ele deseja, seja no mundo físico ou no virtual.

Você já ouviu falar de omnichannel, certo? O atendimento e venda de forma integrada em diversos canais é uma realidade e as empresas que estão investindo nisso estão se dando bem.

O Magazine Luiza é o melhor exemplo nacional. O lucro líquido da empresa cresceu 53,6% em 2018. Enquanto no mercado on-line brasileiro as vendas cresceram 13,4% no último trimestre de 2018, no Magazine Luiza, segundo o E-bit cresceram 57,4%. Com isso, o e-commerce já representa 38% do total comercializado pela rede.

Mas a coisa não aconteceu da noite para o dia. A empresa precisa primeiro colocar em prática uma estratégia digital para depois pensar em Trade.

Aquelas que já possuem uma presença virtual podem perceber o quanto a conexão on e offline são próximas. Afinal, como já citei, o PDV físico não existe, mas no seu lugar há um PDV virtual, que vende produtos que continuam precisando de qualidade, boa embalagem, boa exposição e bom preço. Na ponta, continua existindo um shopper que deseja bom atendimento e várias ofertas que sejam vantajosas para ele.

E atrás disso tudo, empresas que precisam produzir, armazenar, transportar e vender seus produtos. Ou seja, o Trade tem serviço de sobra para realizar!

Onde o Trade Marketing Digital pode fazer mais diferença?

Provavelmente em um maior entendimento sobre o consumidor.

O avanço do digital já permite e vai permitir cada vez mais entendermos a cabeça do shopper através de dados coletados durante a sua experiência de compra.

Isso já acontece, seja pelo registro dos caminhos que ele faz no site durante uma compra ou pelo monitoramento do seu comportamento na loja física captado por câmeras e sensores.

A gestão do Trade de posse desses dados pode elaborar, em conjunto com o Marketing e Vendas, estratégias mais certeiras de exposição ou de atendimento personalizado, por exemplo.

Recentemente, a rede americana de farmácias Walgreens decidiu colocar em suas lojas refrigeradores com portas que são telas inteligentes. As Cooler Screens mostram fotos dos produtos que estão no interior, exibem anúncios e podem “ler”, através de câmeras, para onde está direcionado o olhar do cliente.

A ideia é criar anúncios pontuais para cada cliente, de acordo com o seu perfil e interesse. Mas as possibilidades são inúmeras. Imagine um PDV com recursos como esse? Talvez surja a necessidade de um planograma virtual para organizá-lo. O fato é que é um caminho sem retorno no qual a tecnologia precisa ser encarada e usada como o que ela realmente é, uma facilitadora.

Qual a sua opinião sobre este tema? Deixe seu comentário no final do artigo.

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Sobre o autor
Tarcísio Bannwart
Tarcísio Bannwart
Diretor executivo - CEO
Criador do Trade Marketing Force, o portal de gestão mais completo do mercado

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