Desde de que o código de barras passou a ser usado comercialmente, ainda em 1974, nos Estados Unidos, a forma de classificar, organizar e ler informações sobre os produtos mudou radicalmente.

Lidar com um grande número de itens de forma ágil e segura passou a ser comum para fabricantes, distribuidores e varejistas.

Mas apesar dessa evolução, talvez pelo excesso de siglas, é comum notar que ainda existe uma certa confusão sobre o uso dos códigos de produto.

Como conhecê-los é muito importante para todos os membros da cadeia de distribuição, hoje vamos fazer um resumo de quais são e para que servem os principais códigos de produto da indústria.

O que são os códigos de produtos

Os códigos de produtos são métodos de armazenamento de dados sobre os itens criados para facilitar a sua identificação e, deste modo, sua classificação e também precificação.

Antes deles, a única forma de fazer algum tipo de organização era totalmente manual, através do registro por escrito e os preços, no máximo, colocados em etiquetas.

O desenvolvimento dos códigos de produtos começou na segunda metade do século XX. Os avanços tecnológico e da computação levaram à criação dos códigos de barras legíveis através de um feixe de luz de um scanner no começo dos anos 70.

Logo uma padronização foi estabelecida pela GS1, entidade reguladora dos códigos, presente em diversos países, entre eles o Brasil, e ganhou o mundo.

Os principais códigos de produtos da indústria

Os códigos mais importantes no Brasil são:

EAN-13

Sigla para European Article Number, é um código de barras padrão formado por 13 números que, divididos em três grupos, informam o país de origem do produto, sua marca e sua identificação. Um dígito de controle que garante a fidelidade do código, completa o EAN.

Na prática, é o código que vai na embalagem e identifica o produto comercializável. Quando você tem uma caixa de um produto, cada um deles possui um código como esse.

Nos Estados Unidos e no Canadá, o código tem 12 números e se chama UPC (Universal Product Code, ou Código Universal de Produto), mas seu objetivo é o mesmo.

DUN-14

O DUN-14 (ou simplesmente DUN, sigla para Distribution Unit Number, o Número da Unidade de Distribuição) é um código de 14 números usado em caixas, paletes, containers, etc. que contêm vários produtos do mesmo EAN.

Por exemplo, uma caixa que contenha 500 unidades de um determinado produto possui apenas um DUN. Desta forma, quem comercializa o produto pode calcular o volume com o qual está lidando de forma mais fácil e ampla.

SKU

O SKU, sigla de Stock Keeping Unit, ou Unidade de Manutenção de Estoque, é o código do produto dentro do ERP do cliente. Cada empresa determina seus próprios SKUs, que podem ser sequências de números e letras.

De um modo geral, cada pequena diferença em um produto pede por um novo SKU. Assim, uma fábrica de sucos, por exemplo, tem um SKU diferente para cada sabor do seu produto de 500 ml.

Se o produto tiver também uma versão de 300 ml, mesmo que o sabor seja o mesmo, o SKU será distinto. Deste modo haverá um código específico para cada variação do produto.

É importante salientar que este é um código interno, que só a empresa sabe. Ou seja, um mesmo produto pode ter SKUs diferentes se for comercializado por empresas diferentes.

Por isso um distribuidor – que trabalha com vários clientes da indústria – não pode considerar o SKUs dos mesmos como uma boa fonte para organizar produtos. O EAN X na Distribuidora A tem o SKU 123, Na Distribuidora B, o mesmo EAN X tem o SKU 456, por exemplo.

A utilização dos códigos no dia a dia

Antes de qualquer coisa é preciso deixar claro que não é uma questão de escolha ou de competição entre códigos. O que existe são usos diferentes para cada um deles. O SKU é importante para a organização interna de produtos dentro de uma fábrica.

Já pensando na comercialização, é fundamental que a empresa que produz tenha um EAN nos seus produtos para que todos os parceiros e clientes na cadeia de distribuição possam trabalhar de forma mais organizada.

No Brasil, o GS1 possui um Cadastro Nacional de Produtos (CNP) que funciona como uma espécie de base central onde o próprio fabricante cadastra seus produtos para que todos saibam o EAN de cada item.

Uma vez criado, o EAN é imutável, assim como o DUN.

Sem essa padronização há uma dificuldade muito grande para a organização de um cadastro de produtos. Uma ferramenta de gestão de Trade Marketing como a Trade Marketing Force auxilia bastante essa tarefa.

Imagine a captação de informações sobre produtos no PDV sem uma padronização de códigos. É uma loucura.

Por isso é recomendável se aprofundar sobre o tema junto à GS1 Brasil e cadastrar seus produtos, garantindo que o EAN seja o código que todos usam.

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Até a próxima semana.

Sobre o autor
Tarcísio Bannwart
Tarcísio Bannwart
Diretor executivo - CEO
Criador do Trade Marketing Force, o portal de gestão mais completo do mercado

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