O PDV no novo normal – como tem sido chamado o período de convivência com e pós pandemia – não será o mesmo de antes.

Nas últimas semanas, com a flexibilização do isolamento social e a reabertura mesmo que parcial do comércio pelo País, já temos visto que a preocupação para evitar o contágio do novo coronavírus mudou a maneira como os shoppers são recebidos e transitam pelas lojas.

Também podemos perceber a ação de varejistas para assegurar aos clientes que o ponto de venda é limpo, seguro e que existe uma constante atenção com os produtos.

Esse tipo de preocupação e cuidado não devem ser provisórios. Embora pareça um pouco óbvio, é preciso deixar claro que a crise gerada pela COVID-19 divide a história dos pontos de venda físicos em AP e DP, ou seja, antes e depois da pandemia.

Isso significa que a partir de agora – e com velocidade – é preciso começar a conceber uma ideia de um ponto de venda que “cuide melhor” da saúde cliente.

É isso mesmo! Não basta mais oferecer um produto. Essa oferta deve ser feita em um ambiente higienizado e confiável e o item oferecido também precisa garantir que não será uma fonte de doenças.

O PDV no novo normal deve ser recriado

Nesse ponto você pode acreditar que há um certo exagero nas palavras acima e que, passada a pandemia, tudo voltará a ser como era até o começo do ano. Não se engane:

“O PDV ao qual estávamos acostumados morreu em fevereiro de 2020”.

Mesmo quando as curvas de contaminações e falecimentos caírem, o vírus continuará circulando e será uma ameaça até seja encontrada uma vacina. Na melhor das hipóteses isso leva 4 anos. Ou seja, teremos que conviver com essa ameaça no dia a dia e para isso precisaremos adaptar o mundo. Isso inclui recriar o PDV.

O uso de máscaras não acabará de uma hora para outra, nem a necessidade de higienização das mãos e os objetos de uso público. As empresas que já entenderam isso saíram na frente da concorrência. Vamos conhecer algumas a seguir.

Segurança antes de qualquer coisa

Na última semana os shoppings de São Paulo abriram as portas e a divulgação de um comercial da rede Iguatemi (confira baixo) chamou atenção pela quantidade de itens de biosegurança adotados pela empresa.

Logo na entrada, os clientes pisam em tapetes sanitizantes e têm suas temperaturas aferidas através de câmeras com visão infravermelha. Ao longo do shopping, diversas sinalizações marcam distâncias e localizações segura e existem dispositivos de álcool em gel para as mãos.

Os elevadores ganharam botões touchless, com sensores que evitam a necessidade do toque, as escadas rolantes também serão higienizadas durante o uso e alguns aplicativos permitirão ações sem contato humano, entre outras medidas adotadas.

A sensação de segurança que as informações do vídeo transmitem é grande e não tenho dúvida que vão pesar na hora do consumidor escolher em que shopping irá fazer compras.

Outra notícia que se destacou, foi a do uso pelo Carrefour de uma cabine de higienização de carrinhos de compra com o uso de radiação ultravioleta. A proposta é o cliente, após passar pelo caixa, antes de sair da loja, colocar seu carrinho na cabine e levar as compras limpas para casa.

A limpeza dos produtos que entram no lar se tornou uma prática comum durante a pandemia e as empresas que se apressarem em encontrar soluções para isso – seja através de higienização ou do uso de novos tipos de embalagem que facilite o processo – devem ser mais valorizadas pelos clientes.

Foto: Divulgação

Para cada segmento, uma solução

Uso de máscaras pelos funcionários, álcool gel e distanciamento são medidas básicas para qualquer tipo de estabelecimento comercial. É preciso ir além e buscar soluções que estejam de acordo com a natureza do seu segmento.

As redes de vestuário e moda Renner e Riachuelo abriram as portas, mas sem liberar os provadores. Para isso, estenderam o período de troca das peças compradas para 90 dias. Mesmo pedindo para que os clientes limpem as mãos com álcool antes de tocarem nas peças, aquelas que forem recolhidas pela loja ao final do dia ficarão em quarentena até antes de retornarem para as araras.

A grife de calçados Arezzo está oferecendo meias plásticas de uso único para as clientes provarem os calçados, as Óticas Carol criaram um protocolo de higienização dos óculos que são tocados e testados e a joalheria Vivara adotou o uso de luvas descartáveis para os clientes experimentarem anéis e relógios.

Ou seja, as características dos produtos e da sua forma de compra é que determinam que medidas precisam ser tomadas. É impossível pensar que tudo ficará como era em 2019.

O PDV moderno pode vir a ter menos funcionários

A jornada do shopper agora demanda cuidados com a saúde quando envolve a loja física.

O PDV no novo normal precisará se apoiar cada vez mais na tecnologia para evitar contatos excessivos ou desnecessários e isso não acontecerá apenas para agilizar a compra ou para dar comodidade ao cliente, mas para garantir biosegurança. Entre ir a um minimercado convencional e outro totalmente automatizado como a Zaitt, em São Paulo, talvez os clientes optem pelo segundo por uma questão de proteção.

Um caixa de autoatendimento hoje deixa de representar apenas uma facilidade, mas também menos risco de transmissão de uma doença.

É claro que o contato humano sempre existirá, será importante e – para alguns segmentos – seguirá sendo fundamental. Mas nem para todos.

Avalie o seu ponto de venda e os produtos com os quais trabalha o quanto antes e adapte-se. Não há tempo a perder!

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Até a semana que vem!

Sobre o autor
Tarcísio Bannwart
Tarcísio Bannwart
Diretor executivo - CEO
Criador do Trade Marketing Force, o portal de gestão mais completo do mercado

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